A cada beijo cálido,
Da baixa boca,
Um estremecimento.
Acomete um turbilhão,
Paixão louca,
Desenfreada,
Elevada a infinito expoente.
Todas as perfeições se encadeiam.
Nela, que é doce, que é tudo.
Ela,
O fim da minha paixão.
Setembro 4, 2006
Arroubo de Paixonite
Agosto 26, 2006
Um tiquinho de Castro Alves
“Bendito o que semeia / Livros… Livros à mão cheia… / E manda o povo pensar! / O livro caindo n’alma / É germe – que faz a palma, / É chuva – que faz o mar. “
Poema “Espumas Flutuantes” , Castro Alves.
Agosto 14, 2006
Lembrança
Olhe para ela.
Procure.
Cadê aquele olhar que brilha,
Aquele rosto de menina,
Aquele jeito que cativa,
Com seu ar sorridente?
Nada vejo mais,
Além d`uma velha cansada,
Com um ar triste e carente,
Com o olhar apagado e ausente
De alma penitente.
Carente de amor e carinho,
De um gesto amigo e de paz
E de uma estrada da vida sem tanto espinho.